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Um grupo de peregrinos da região de Ribeirão Preto perdeu R$ 464 mil após o cancelamento de uma viagem programada para Roma, Itália. A viagem, organizada por uma agência de turismo, foi cancelada após a empresa alegar crise financeira. O grupo, composto por 27 pessoas de Orlândia e duas de São Joaquim da Barra, planejava participar do Jubileu da Esperança, evento importante da Igreja Católica que acontece em julho de 2025.
Cancelamento surpreendente
A decisão de cancelar a viagem foi comunicada em 2025-07-01. Os peregrinos questionaram a agência sobre a falta de emissão das passagens aéreas. Em resposta, receberam um comunicado informando sobre a crise financeira da empresa.
O empresário Leôncio Mazarão relatou que o anúncio foi feito por videoconferência pelo advogado da agência, sem maiores esclarecimentos sobre reembolso ou alternativas.
Investimento perdido
Cada participante gastou cerca de R$ 16 mil no pacote, que incluía:
- Roteiro religioso completo em Roma
- Hospedagem durante nove dias
- Passagens aéreas
O valor total perdido pelo grupo chegou a R$ 464 mil. Os jovens planejavam a viagem há anos e arrecadaram recursos por meio de rifas, bazares e quermesses.
Sonho adiado
Isabel Piloto, uma das peregrinas, expressou tristeza pela perda da oportunidade única. O Jubileu da Esperança só ocorrerá novamente em 2050. Muitos integrantes do grupo desejavam viver essa experiência enquanto jovens.
O grupo agora busca novas formas de arrecadar fundos para tentar realizar a viagem, mesmo que parcialmente.
Posicionamento da agência
Ricardo Ribeiro Rodrigues, dono da agência, afirmou que as razões do cancelamento foram explicadas aos clientes. Ele mencionou dificuldades financeiras agravadas pela pandemia de covid-19 e conflitos internacionais, como as guerras em Israel.
Em novo comunicado enviado em 2025-07-04, a empresa se comprometeu a ressarcir os clientes, embora não tenha especificado prazos.
Possíveis ações judiciais
O advogado Sanny Médik, também afetado pelo cancelamento, estuda medidas legais contra a agência. Ele considera ações nas esferas cível e criminal para apurar responsabilidades.
Médik destacou a decepção do grupo, que via a viagem como um momento único de fé e esperança.
Conclusão
A situação dos peregrinos de Ribeirão Preto evidencia riscos em contratos turísticos sem garantias sólidas. Recomenda-se que futuros viajantes exijam transparência das agências e verifiquem registros em órgãos de defesa do consumidor.
Para evitar casos similares, consumidores devem:
- Pesquisar a reputação da empresa
- Exigir contratos detalhados
- Optar por pagamentos seguros
Acompanhe atualizações sobre o caso em canais oficiais e fóruns de direitos do consumidor.
Fontes e Referências
Fonte: G1, 4 de julho de 2025, disponível em g1.globo.com
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